30.4.02

Numa livraria de shopping - com ar condicionado e, portanto, paciência - fiquei um tempão me decidindo entre três livros: As Incríveis Aventuras de Chavalier e Klay (Michael Chabon), Caçando Carneiros (Haruki Murakami) e Situacionista - Teoria e Prática da Revolução.

O interesse nos livros era mais ou menos o mesmo, então tive que usar critérios externos de decisão. O primeiro - preço - cortou o Chavalier e Kaly. O segundo - "alguém que conheço pode me emprestar esse livro?" - deu conta do Situacionista. Levei o Caçando Carneiros.

Há uns meses havia lido os primeiros capítulos em uma livraria e gostado muito. Não me lembro da história - só de um cara que, bêbado, encontrava a ex-esposa em um apartamento excessivamente iluminado - mas gostei da prosa e do tratamento dado ao cenário. É um livro japonês relativamente novo que não baba no Japão ou se preocupa em ser "tradicional". Me apelou. E ninguém mais ia comprar esse negócio mesmo.

Qualquer dia vou entrar em uma livraria e sem ter que escolher. E logo depois vou pegar meu foguete e voar para a Lua.

29.4.02

Dia de Gibi Novo: Paladinos Marvel 4

Acabou Quarteto Fantástico 1234, o único motivo real para comprar a revista. Como digo todo mês, o Justiceiro é divertido e o resto nem leio. Então, a não ser que publiquem uma coisa muito legal no lugar da história de Morrison e Jae Lee, nem rola de eu comprar a próxima.

Morrison é um dos melhores escritores possíveis para o Quarteto. Como também sempre digo aqui, ele sempre arruma idéias estranhas para enfeitar - ou mesmo servir de base - as histórias. Coisa que se adapta muito bem aos personagens, apesar de andar em falta. Supostamente, o Quarteto Fantástico é um grupo de exploradores e cientistas, não super-heróis. Mas falta combustível nos neurônios dos escritores e tome lutar contra invasão alienígena.

1234 explora o relacionamento entre os membros da equipe e entre seus inimigos recorrentes. E funciona muito bem. Os personagens destilados ao máximo e acrescidos de coisas que não costumamos ver, mas que dá para sentir que já estava lá.

A outra história que li na revista foi a do Justiceiro. Humor negro e agrestia. Ideal para um personagem tão sem pé nem cabeça quanto esse é.
O problema com produzir idéias para viver ao mesmo tempo que se diz que as idéias devem fluir sem constrições é esse. E eu gosto de morar, sabe?

28.4.02

Se eu não morrer de derrame ou acidente, vou morrer de câncer.
Cada vez mais eu quero ir para o Japão. Tudo que é escrito sobre o arquipélago mostra um lugar estranho e maravilhoso. Esse diário não é exceção.
Spyware vs. Anti-Spyware vs. Lei Pró-Spyware. Eu adoro quando as coisas são simples.
Atos terroristas são, por definição, maus? Ou, por agirem com um bem maior em vista, eles podem ser bons - mesmo que apenas em princípio?

27.4.02

Minha coluna no Dez! da última quinta foi sobre presentear com livros. As próximas vão ser sobre literatura fora do papel.
Uma coisa legal no McSweeney's. Já estava na hora.
Dia de Gibi Novo: Origem

Origem conta a origem de Wolverine, o X-Men mais famoso. Eu estava bastante curioso para ler a história. Nem tanto para saber a origem do personagem quanto para ver qual das possibilidades os autores e editores escolheram.

Explica-se

Wolverine é um personagem de quase 30 anos e que tem uma história complicadíssima. Ele tem implantes de memória, um fator de cura que retarda o envelhecimento e parece ter estado em todos os lugares do mundo pelo menos meia dúzia de vezes. Por conta dos implantes de memória, os escritores parecem ter decidido que podem fazer qualuqer história do passado do cara sem se preocupar com onde ela se encaixa. Respeitando-se os dois fatos sobre os quais os leitores têm certeza (1- Ele teve seus ossos revestidos com um metal quase indestrutível em algum ponto do pós-guerra. 2- Seu sobrenome é Logan.), era possível contar qualquer história.

A que Paul Jenkins escolheu é meio sentimental - pelo menos pelo mostrado na primeira parte - com um plot meio Dickens e tal. É difícil comentar sem estragar para quem não leu, mas o final do primeiro número era de se esperar - o tipo de "choque" que esse tipo de história precisa ter. Quero ler logo o resto, para saber se minhas suspeitas estão corretas.
Umberto Eco - integradíssimo - comentando um livro sobre as formas curtas contemporâneas.
Na última quarta, o GREC - cria do Ciberpesquisa - começou a estudar Uma História do Espaço. Até agora, tudo beleza. Mas tenho certeza que vou ver cabeças explodindo à Akira quando chegarmos aos capítulos que tratam questões como essa.
Depois de fazer o maior escarcéu há uns dois anos por conta da mudança dos seus títulos do formatinho para o formato americano com encadernação e impressão superior, a Abril faz o escarcéu de novo, por conta do retorno ao formato antigo.

Queria saber se o formato americano realmente fracassou nas vendas. Eu desconfio que o faturamento da editora se manteve o mesmo - ou até subiu - mas eles querem liberar o dinheiro do leitor para vendar a enxurrada de "especiais" de segunda categoria que estão lançando.

Entre os especiais de segunda, está listado The Filth - que Grant Morrison e Chris Weston lançam nos EUA esse mês. Se eu não soubesse que a revista pode ser cancelada aqui de uma hora para outra porque o editor não gostou - prática comum na Abril - seria uma esperar.

24.4.02

Charles was imagining a whole new world for everyone. A new way of thinking and living.

We have more important things to do than worry about whether our glowing eyes frighten the republicans
Jean Grey-Summers confirmando que The Invisibles, JLA e New X-Men são os melhores panfletos anarquistas possíveis.
Dia de Gibi Novo: New X-Men 122 e 123

Duas edições muito boas, apesar do vibe (andar com djs faz essas coisas com o vocabulário) totalmente diferente - muito por conta dos desenhistas diferentes, aliás.

A 122 é desenhada por Frank Quitely, o desenhista "regular" da série, um daqueles capazes de desenhar qualquer coisa e deixar lindo e dez vezes mais legal que na realidade. A história consiste dos Shi'ar tomando um cacete louco de Xavier e dos X-Men se preparando para enfrentar os Shi'ar e Xavier, ao mesmo tempo que preparam uma conferência para explicar para a imprensa qual é a do instituto.

Como quem escreve é Grant Morrison, a história está cheia de idéias interessantes e diálogos excelentes.

A edição 123 pe desenhado por Ethan Van Sciver e mostra a tal conferência. Essa edição ganharia mais com o desenho de Quitely que a anterior, por ter menos ação. Os desenhos de Sciver são bonitos e tal, mas mais idealizados e muito menos dinâmicos. E as Jean Grey e Emma Frost dele não têm a mesma graça: supermodels demais.
Uma coisa que acho interessante do jornalismo americano, é que tudo dá suíte e um monte de coisas dá discussão. O caso agora é de um livro sobre a maternidade - ou antes a falta dela - de mulheres americanas bem de vida. Uma mulher e um homem reagindo.

23.4.02

Além de ficar irresistivelmente charmoso, quando ficar mais velho pretendo reler várias coisas que estou lendo hoje. Principalmente para ver se prestam. É muito raro reler algum romance ou mesmo conto, acabo relendo mais quadrinhos e não-ficção.

A maior graça de reler não ficção é ver minhas notas nos livros e me envergonhar com a estupidez delas - ou tentar refazer o raciocínio que fiz para chegar às conclusões da época.
Para quem quer entender melhor esses trecos, o Omelete publicou um glossário dos mangás.
Sexo!
Sexo!
Sexo!
O tema é interessante, mas há um bom tempo eu não lia um texto tão mal redigido. Será que o IG despediu os editores?

22.4.02

Na próxima quarta-feira (24.04), o Grupo de Estudos em Cibercultura (GREC) estará começando a discussão de um novo livro.

Dessa vez o livro é Uma História do Espaço - De Dante à Internet, de Margaret Wertheim (Coleção Interface, Jorge Zahar Editor).

O livro faz um histórico das noções de espaço desde a Idade Média até os dias atuais, acompanhando as modificações tanto da filosofia quanto da física, até a ruptura aparente provocada pelo surgimento do ciberespaço.

O livro está disponível nas livrarias da cidade e o primeiro capítulo - que será discutido na próxima quarta - está na pasta do professor André Lemos, na xerox da Facom.

O grupo se reunirá às 14:00h, na sala 3 da pós.
Acabo de terminar a terceira parte de Do Inferno, de Alan Moore e Eddie Campbell. Como eu já esperava, muito bom. Comparando com o primeiro volume - principalmente o segundo capítulo - este empolga menos, mas o panorâma e as relações vão ficando cada vez mais completas, mesmo que não fiquem mais claras.

O capítulo 10 em especial é fantástico, mostrando não só a última morte assinada pelo Jack Estripador, mas também o que ele teria conseguido com isso, segundo a visão estranha de Moore.

Agora só preciso do volume 4, que já está nas livrarias.

Entrei em uma livraria hoje e vi As Incríveis Aventuras de Kavalier & Clay, do Michael Chabon, por meros R$50.00 (que eu não tinha). Se você estiver pensando em me dar um presente - eu juro que mereço - esse me deixaria muito contente.
Cada vez mais processos envolvem provas em formatos digitais. E - ao contrário do que imaginamos - nem e-mail, nem meios de armazenamento são tão invulneráveis assim aos especialistas em investigação eletrônica.
A Wired deste mês é dedicada à música. De Moby aos napsters e mais.

E a capa é do caralho.

20.4.02

Um americano de cinco anos de idade patenteou um novo método de dar impulso a um balanço. O pedido quase foi negado, por existirem dois métodos semelhantes - mas com propósitos ligeiramente diferentes.

Esse negócio está ficando ridículo, não?
E falando em ninjas, senhoras e senhores: Oliver Sacks.
Warren Ellis, ninja, vai lançar uma nova série em breve: Global Frequency. A série trata de uma organização mundial de especialistas e experts preparada para lidar com qualquer ameaça.

É interessante notar como o tema do mundo que precisa ser salvo de si próprio é comum nas obras de Ellis. Mais interessante ainda é como o foco foi mudando desde Stormwatch (uma força de superseres mantida pela ONU) até hoje (pessoas que na maior parte do tempo levam uma vida normal), passando por superterroristas (Authority), organizações privadas (Planetary) e atá um jornalista que reclama o tempo todo (Transmetropolitan).

18.4.02

YES!
Em cima da minha cama
- Vários números de Transmetropolitan
- Dois trades de The Invisibles
- Um monte de cds que estavam na minha bolsa
- O Livro dos Códigos
- Um livro sobre design de revistas que comprei por menos de um real há uns dois anos
- Cópias do Aoristo de papel
- Pesquisa da Andi
- Cópia de matéria da Nova Escola
- Uma História do Espaço

Só informação presa em objetos.

Estou me sentindo acelerado. E acelerando.
Quase nada na imprensa local, mas uma matéria legal no site da Play, cortesia do Alexandre Matias.
Quinta é dia da minha coluna no Caderno Dez. Mas você já sabe. Essa semana é sobre livros usados.

17.4.02

E os sites legais continuam caindo feito moscas, agora em versão blog. Depois do Persona, o Lanceiro Livre também encerra as atividades.
Dia de Livro Novo: O Livro dos Códigos e Do Inferno 3

Fui ao shopping procurar um presente para dar essa semana. É óbvio que passei nas livrarias e acabei arrastando para casa umas coisas (depois de passar pelo caixa, infelizmente).

Há um tempinho eu já estava de olho no Livro dos Códigos, do Simon Singh. O livro trata de criptografia - tema que eu acho fascinante, apesar de não entender nada de matemática - acompanhando a evolução dos códigos desde o século XVI.

O livro é carinho (quase R$50,00), então estava na dúvida entre comprar ou não. Daí comecei a ler um pedaço do capítulo sobre a quebra da Enigma. Li o capítulo todo e me decidi.

Pelo que vi até agora, o livro é bem fácil de ler para a complexidade do tema. Além disso, o livro consegue alternar entre idéias e pessoas sem saltos para o leitor.

Do Inferno 3 - de Alan Moore e Eddie Campbell - não recebeu nem um segundo de reflexão. Era a última cópia, então agarrei imediatemente. Ainda nem abri, mas mesmo se for pior que os outros dois números, ainda assim é bom.
The 7 vices of highly creative people

Vice one: Be a drinker
Vice Two: Begin with a Smoke
Vice Three: Put Gambling First
Vice Four: Think Oysters
Vice Five: Seek Fashion First, Then seek to be Understood
Vice Six: Sex
Vice Seven: Abuse the Card
Tão surpreendente quanto a estupidez humana é a variedade de práticas sexuais humanas. Eu achava que não havia nada de novo sob o sol, mas - como tudo mais - os fetiches vão evoluindo. O mais legal é saber que, assim como achar couro sexualmente interessante é usual hoje, no futuro outras coisas vão ser tão normais quanto.

16.4.02

Você já sabia que isso ia acontecer, né?
Durante as décadas de 70, 80 e parte da de 90, o pessoal do Vale do Silício repetiam um discurso libertário e anti-totalitário. Daí veio a crise das pontocom e ninguém prestava atenção em qualquer discurso deles.

Daí vieram os ataques terroristas em setembro e a busca do governo americano por maneiras tecnológicas de impedir novos ataques.

Adivinha onde eles foram buscar a tecnologia?

A falta de senso dos tecnocratas é assustadora. Eles continuam usando a desculpa do "nós só desenvolvemos a tecnologia, não decidimos como será usada". E eu pensando que essa desculpa não colava depois de Hiroshima.

14.4.02

Eu não resisto a um meme.
Qual a maior influência de George Lucas ao escrever Star Wars? Joseph Campbell? A Fortaleza Escondida? Nada disso: pulp.
O Soulcyber tá rolando. E com bastante gente aparecendo na oficina, na mostra de filmes e no Cyber Balaio. Se você ainda não foi, é por estar fazendo alguma coisa muito, muito feia (mas que eu não vou dizer, já que estou numas de não ofender as minorias).

Ontem à tarde, roulou uma mesa sobre música eletrônica, com o Cláudio Manoel, André Lemos e Alexandre Matias. O Matias disse uma coisa muito interessante, que eu acho dá um caldo: "Eletrônica não é a ferramenta, mas a produção caracterizada pela queima de etapas.

12.4.02

O chato é o ridículo que o país fica. Todas as autoridades sensatas vão agir como se isso não estivesse acontecendo, mas é grotesco que o bom-senso seja descumprir a lei.
Claro que eu sabia que a escravidão ainda existe, mas não tinha idéia da trabalheira que ela dá para cientistas sociais e economistas.
Ontem saiu a minha segunda coluna no Caderno Dez!. Sobre Como e Por Que Ler do Harold Bloom.
Vagarosamente, vou me rendendo à testemania. Agora, elaborei até um para saber o quanto as pessoas me conhecem. Os resultados até que vão bem. Hora de dar boot na minha personalidade.
Eu fico espantado com a maneira que os advogados e juízes lidam com questões relativas à tecnologia e, especialmente, às tecnologias de informação. Um caso na Califórnia está perigando tornar os links uma infração de direitos autorais.

10.4.02

Uma coisa que eu odeio são os anti-intelectuais. Uma coisa que odeio mais ainda são os intelectuais anti-intelectuais. Estou lendo Noções de Coisas, livro meio infantil do Darcy Ribeiro (ilustrado pelo Ziraldo).

No livro, Ribeiro faz comentários sobre vários assuntos - principalmente ciências e humanidades. E fica um ranço de reação à Modernidade, de ressentimento contra o conhecimento que me desagrada bastante. Pensar criticamente é uma coisa; desvalorizar o conhecimento é outra bem diferente.
you don't want to mess with walken on any day that ends in y. you just trust me on that. you can bring that to the bank and cash it.
Christopher Walken - o ator mais assustador do mundo - começou um blog.

9.4.02

Parece-me que a produção de histórias de detetive em tão larga escala, e por escritores cuja recompensa imediata é pequena e cujo prêmio em elogios da crítica é quase nulo, jamais seria possível se a tarefa exigisse algum talento. Neste sentido, o menosprezo do crítico e a comercialização inferior promovida pelo editor são perfeitamente lógicos. As histórias de detetive, na média, provavelmente não são piores que a média dos romances, mas não se vê, nunca o romance médio. Porque ele não é publicado.
Raymond Chandler, em A Simples Arte de Matar.
Tem uns testes a que eu não consigo resistir.


Which Colossal Death Robot Are You?

8.4.02

What writers do best is on the page for all to see and should be scrutiny enough for one person. Why dash the calming beauty of a collection of poetry that propped you up through a rough patch by witnessing its author, when not forgetting entire stanzas, braying it out in an annoyingly aggressive "Beat" style?


Eu concordo inteiramente quanto a total falta de senso das leituras públicas, mas alguns autores discordam - e fazem leituras muito interessantes.
Pelo jeito da coisa, eu vou ter que aprender a usar o Live Journal em breve.
Once computers become married with film, the form becomes promiscuous, and that can bring about new ways of making movies that the studios can't control.
Francis Ford Coppola, comentando as possibilidades dos dvds.

A matéria é muito boa, com depoimentos de um monte de diretores e outro monte de possibilidades apontadas. Alguns dos entrevistados repetem uma impressão que eu já tinha: o mais interessante é a possibilidade de filmes novos a partir do sampling de outros filmes.

E os estúdios ficam preocupados com pirataria...
Vocês acham que é o Rodolfo mesmo que escreve todos estes posts? Acham mesmo que ele lê essas coisas? Não. Quem escreve sou eu. E o outro blog "dele" também.
Agora é o Pedro Dória que entrou de férias, sem saber se volta. E as matérias tem passado tempo demais na home. Pelo visto o NO subiu no telhado. Saco.

7.4.02

Ainda na sexta, fui ao sebo maldito. Ainda bem que estava com pressa, então acabei não vendo muita coisa. Mas - para corroborar minha hipótese de que não se deve ir a sebos com pouco dinheiro - encontrei Sem Logo por R$20.00 e não pude levar.

Para me consolar, peguei o Crash, que havia deixado para trás na última visita.
Na sexta, enquanto esperava na fila de um caixa eletrônico, comprei Armas no Cyrano's, pocket com duas histórias e um ensaio escritos por Raymond Chandler.

Li pouca coisa de Chandler até hoje, mas gostei muito dos dois romances que li. Quase pulp, mas muito estiloso.

Comecei a ler o ensaio (A Simples Arte de Matar), mas não terminei. Ando começando muitos livros, sem terminar nenhum. Preciso parar com isso.
Não li muito na última semana. Continuo ocupado, tendo que fazer coisas na rua - o que obrigatoriamente me tira da frente do computador e dificulta um pouco ler os livros.

Continuo com Uma História do Espaço, que andou muito pouco essa semana. Estou entrando no capítulo sobre ao concepção relativística de espaço. O livro tem - até o momento - muito pouco com o ciberespaço, mas - talvez por isso mesmo - é muito informativo (além de bem escrito).

6.4.02

4.4.02

The meeting goes as well as can be expected. Rick, the SCIFI guy, I feel an immediate kinship with, if for no other reason than he starts swearing before I do. We watch the tape, along with some co-horts of his. They seem to like the short, they like the idea, but Rick zeroes in on the problems he's going to have selling the show to his bosses.

Namely, no one learns and no one hugs. MOA! Is about as nihilistic as you can get: it's about fast crap, stuff sploding, dudes getting kicked, and the hero sleeping with all the women. Same appeal as James Bond, really, but this isn't what SCIFI are looking for, really.
Matt Fraction (Man of Action), me matando de inveja com a vida que pedi a Deus, na sua coluna semanal.
Daqui a algumas horas começa o Soulcyber e eu vou falar sobre animês na mesa de abertura. Passei a manhã relendo coisas a respeito, mas estou nervoso demais para realmente prestar atenção.

Não conseguia me decidir se queria que o negócio ficasse cheio ou vazio, até que os desejos chegaram a um acordo: gatos pingados na abertura, multidão chegando para Lain.
A notícia mais legal da semana.
In this new supersaturated online universe of infinite free digital duplication, the axis of value has flipped. In the industrial age, copies often were more valuable than the original. (Who wanted the ''original'' prototype refrigerator that the one in your kitchen was based on?) Most people wanted a perfect working clone. The more common the clone, the more desirable, since it would then come with a brand name respected by others and a network of service and repair outlets.

But now, in a brave new world of abundant and free copies, the order has inverted. Copies are so ubiquitous, so cheap (free, in fact) that the only things truly valuable are those which cannot be copied.

What kinds of things can't be copied?
Kevin Kelly, em um artigo muito bom no New York Times sobre a relação entre música e tecnologia. O texto vai além da preocupação com pirataria em massa e cópias pessoais, tentando vislumbrar cenários para o futuro.

Para ler o texto é necessária uma assinatura gratuita. Mas você pode usar "metafilter" como nome do usuário e senha.
Cabeceira é o nome - criado pelo pessoal de lá - da minha coluna no Caderno Dez! do A Tarde. O negócio é no espírito desse blog, comentar as coisas que eu leio e tal, só que um pouqinho mais disciplinado. Estou, inclusive, aceitando sugestões de temas.

Na primeira edição (coluna tem edição) resolvi me apresentar e começar bem do começo, com o primeiro livro que eu ganhei. Tenho certeza que vou me arrepender da escolha, mas agora já foi.

3.4.02

Dia de Gibi Novo: Groo e Rufferto 1 e Paladinos Marvel 3

Paladinos Marvel continua a mesma coisa: o Quarteto Fantástico de Grant Morrison excelente, o Justiceiro de Garth Ennis divertido e o resto eu nem leio.

Nessa edição em particular, o Quarteto piorou um pouco - totalmente esperado depois da fantástica (desculpe, não resisti) história anterior. Além da arte, o ponto alto é o final, quando Reed Richards diz para o Dr. Destino que andou pensando. Eu fiquei assustado.

Groo é a besteira de sempre. A mesma piada over and over. Por isso mesmo é legal. Se jogue.

Fora isso, sem paciência para ler. Pelo menos até desacelerar um pouco.
Misreadings

Em lugar de Netstatpro, o banner me dizia Gestapopro.

2.4.02

Eu sei que vou beber, mas não deixo de achar nojento desde já.
Daí um dia você acorda e tem a certeza que - apesar de tudo - é um pacifista.

Mas sem frescura, por favor.
È fato: a engenharia genética não pode ser detida. E nem deve. Desprezar as possibilidades benéficas - e tudo indica que são muitas, mesmo nas fantasias mais realistas - por medo é estúpido.

Claro que são necessários estudos e regulamentações em todos os países e nichos ecológicos do mundo, mas não dá para jogar tanto potencial no lixo por conta de moralismo.

Mesmo que progresso tecnológico não seja progresso moral, um altera o outro.

1.4.02

Acho que este é o maior tempo que eu fiquei sem escrever aqui. Entre coisas a fazer, preguiça, viagem pascoal e computador tiltando andei sem longe daqui.

Resumindo as atividades:

- Há um bom tempo não fico flanando pela web. Então, nada de links por mais algumas horas.

- Li 100 Balas. Um amigo meu tinha razão quanto à primeira história, que é muito fraca. A segunda parece bem melhor, mas só tenho a primeira parte.

- Fui ali na Ilha de Itaparica. Evitei a praia e fiquei na varanda da casa, lendo. Avancei no Uma História do Espaço, no Segundo Diário Mínimo, comecei Fogo Pálido e reli uns trechos de Cinco Escritos Morais.

- Na próxima quinta, o Caderno Dez! do jornal A Tarde começa a publicar uma colune minha. Cabeceira deve tratar de leituras, mais ou menos como esse blog.

- E o Soulcyber começa quinta. Quero você lá.